Quarta-feira, 15 de Maio de 2013

Fatídico minuto 92!



Infelizmente escrevo para lamentar a derrota do SL Benfica aos pés do Chelsea FC e não para parabenizar a equipa de Jorge Jesus pela conquista europeia. Se houvesse um vencedor neste jogo teria de ser o SL Benfica (concordo em absoluto com Jorge Jesus) e, por tudo aquilo que a equipa portuguesa fez ao longo da competição assim como nesta final, não tenho dúvida nenhuma de que deveria ter sido assim. 

Ao contrário do que aconteceu no fim de semana passado, o SL Benfica entrou no jogo de forma personalizada, com pressão alta, forte, rápido e com vontade de vencer, reduzindo o Chelsea FC a uma insignificância à qual não está habituado mas, talvez fruto dos nervos ou da pressão, pecando imenso na hora da finalização. Não é normal ver o ataque do SL Benfica desperdiçar tantas jogadas, tantas oportunidades e tantos lances de golo eminente. Sinceramente, ao fim dos primeiros 15 minutos de jogo pensei que o SL Benfica vencesse o jogo com relativa facilidade. O Chelsea FC, por sua vez, foi sempre uma equipa retraída, cínica e com um futebol triste que tenta apostar no erro do adversário, ou seja, apresentou um futebol à imagem do seu treinador Rafa Benitez, talvez um dos mais sortudos (e já agora mal amados) treinadores do mundo. Se neste momento Jorge Jesus ainda deve estar a tentar perceber como perdeu este jogo, Rafa Benitez estará certamente a tentar perceber como o ganhou. Não merecia o primeiro o sofrimento da derrota e certamente não merecia o segundo a felicidade da vitória, mas o futebol é isto mesmo, é um jogo onde não há justiça ou injustiça e onde a lógica não impera. O futebol é esta coisa maravilhosa onde só reina a paixão. 

Por tudo aquilo que mostrou até ao apito final deste jogo, a equipa encarnada merece ser recebida em Lisboa debaixo de uma enorme ovação dos seus adeptos. É certo que perdeu e é certo que regressa sem a tão desejada taça mas, mesmo sabendo que o que fica são os resultados e os títulos,  mesmo sabendo que as finais são para ganhar, os jogadores do SL Benfica merecem o calor dos seus adeptos e não merecem que uma final perdida apague todo o brilhantismo de uma excelente temporada desportiva (principalmente nesta competição).  

Os jogadores do SL Benfica jogaram com alma, lutaram e carregaram com orgulho o escudo que ostentam e defendem, merecendo por isso os parabéns dos seus adeptos e dos adeptos portugueses em geral.

Parabéns à equipa do SL Benfica por tudo o que fez na prova!


nota: Se há jogador que não merecia mesmo perder este jogo era Matic. Mais uma enorme exibição de um jogador extraordinário.  

Uefa Europa League (final)



Que comecem os pontapés na bola

Sexta-feira, 26 de Abril de 2013

Importa-se de repetir?



Ao passar os olhos pela nota (3,7) atribuída pelo observador da liga (um tal de Luis Ferreira) ao árbitro João Capela pelo trabalho (miserável diga-se) do passado final de semana no clássico da capital, fiquei de repente com a ligeira sensação de que a única "desculpa" plausível para tal descalabro seria uma mudança de regras na liga, assim como o alargamento da escala de avaliação dos árbitros para uma nota máxima de 10 valores! Afinal nada disto aconteceu, os árbitros continuam a ser avaliados numa escala de 0 a 5 e o senhor João Capela acaba de receber um 3,7 equivalente a "Bom Mais"!!! Das duas uma, ou o observador Luis Ferreira assistiu ao jogo da Luz nos lugares reservados a deficientes invisuais (e esses lugares existem mesmo), ou muita coisa tem que mudar na arbitragem portuguesa, a começar na avaliação dos árbitros e nas pessoas a quem essa tarefa é confiada. 

Com estes critérios e com estas avaliações irrisórias, começa a ficar explicado o porquê de determinados árbitros chegarem tão rápido à primeira categoria e mais tarde a internacionais, quando não se vislumbra neles qualquer tipo de qualidade para as funções que desempenham. Os observadores, que cada vez mais contribuem para a descredibilização do sector da arbitragem, são quem tem o papel fundamental na promoção e despromoção dos senhores do apito. Até agora tem sido o descalabro que se vê...

Não se trata de defender ninguém e muito menos de acusar o senhor Capela de propositadamente beneficiar um clube em detrimento de outro (ou outros), mas dizer que a arbitragem do passado fim de semana é positiva só pode mesmo ser anedota. Infelizmente é real e sucede com tanta frequência que já há muito tempo perdeu qualquer piada que pudesse ter!

Quinta-feira, 25 de Abril de 2013

Regresso



De volta à escrita futebolística e ao meu "querido" blogue depois de bastante tempo ausente e sem inspiração... e haveria melhor dia para estar de volta do que o feriado (e que feriado) do 25 de Abril? Dificilmente...

Para melhorar ainda mais o timing deste meu regresso, estou de volta depois de uma extraordinária jornada da Champions League, uma primeira mão de meia final estrondosa que veio provar o poderio do futebol alemão e, de certa forma, dar-me razão quando há uns tempos defendi o FC Bayern Munchen como um dos mais fortes candidatos ao título europeu e o Borussia Dortmund como uma das equipas mais bem treinadas do mundo e com capacidade para ser a grande surpresa da prova. Sinceramente não estava à espera que o Real Madrid CF sofresse como sofreu (até porque as arbitragens não têm permitido tal coisa), mas a verdade é que os alemães meteram num bolso a equipa de Mourinho e humilharam por completo a companhia de estrelas que veste de branco... e para ser ainda mais saboroso, tudo isto aconteceu pouco tempo depois de verem o seu grande rival resgatar o título alemão e levar-lhes também o melhor jogador. A equipa de Jurgen Klopp ainda não está na final de Wembley mas estou a torcer para que assim seja (desculpem a sinceridade). O Borussia Dortmund depois do incrível crescimento dos últimos anos merece esse prémio, o futebol alemão, que apresenta uma das melhores ligas do mundo, merece esse reconhecimento e o treinador Jurgen Klopp merece estar onde estão os melhores. 

Na outra meia final, o FC Bayern Munchen limitou-se a mostrar o porquê de ser um dos grandes favoritos à conquista da prova. A equipa bávara apresenta um dos melhores planteis do futebol mundial, recheado de gente com garra e um inesgotável talento. Dá um enorme prazer ver esta equipa tão bem montada por Jupp Heynckes jogar. Apesar do adversário ser o FC Barcelona, que no seu Camp Nou é muito difícil de defrontar (o AC Milan que o diga), parece-me certo que o FC Bayern Munchen vai marcar presença na final da prova mais importante do futebol europeu pelo segundo ano consecutivo. Depois de no ano passado perder o troféu em casa para o Chelsea FC de Di Matteo, este ano, o já consagrado campeão alemão, tem a oportunidade de resgatar o tão desejado caneco na cidade do clube que há um ano atrás lho "roubou"... um pequeno pormenor que certamente não passa ao lado dos adeptos alemães. Já os catalães, por seu lado,  vão falhar uma final europeia pelo segundo ano consecutivo e, apesar de todas as atenuantes desta época, começam a mostrar que vivem um final de ciclo e precisam de uma enorme reciclagem. Nos últimos anos houve uma generalizada tendência de afirmar que o argentino Messi nunca seria o mesmo sem os seus "fieis escudeiros" do meio campo, mas este jogou veio mostrar uma realidade um pouco diferente pois a verdade é que sem Messi, ou com ele a meio gás, este Barcelona FC é (neste momento) uma equipa inacreditavelmente frágil e o seu futebol torna-se (apesar do enorme talento de gente como Xavi ou Iniesta) demasiado previsível e fácil de anular. 

Depois de tudo o resto, a Alemanha volta a dominar também o futebol europeu!

Sexta-feira, 22 de Março de 2013

Eterno fado da matemática



Passar os olhos pelas convocatórias de Paulo Bento e por todos os seus equívocos é um exercício de pura comédia. Assistir a uma partida de futebol desta equipa de amigos que o seleccionador português criou é um autêntico desperdício de tempo, um martírio apenas ao alcance do mais radical sadomasoquista. Não há uma coerência e nem mesmo uma lógica nas convocatórias (até há mas pela negativa), não existe a mínima organização dentro do campo, não se vê fio de jogo e, verdade seja dita (nunca pensei escrever tal coisa) até o espirito guerreiro, a garra e a paixão pelo desafio incutido pelo sargentão brasileiro se perdeu. O problema da selecção portuguesa é de tal forma grave, que nas mão de Paulo Bento até fenómenos como Cristiano Ronaldo ou João Moutinho se parecem com jogadores vulgares e isso é trabalho que não está ao alcance de qualquer um. 

A equipa das quinas até poderia ter vencido o jogo em Israel (seria tremendamente injusto) que não apagava a miserável exibição com que destruiu o almoço de milhares de portugueses. Assistindo a 90 minutos de jogo desta equipa, percebe-se perfeitamente o porquê de 5 jogos consecutivos sem vencer, ficando apenas por perceber o porquê de tanta teimosia por parte de Paulo Bento e, tal como em tempos escrevi aqui em relação ao mesmo senhor, a teimosia em excesso não é mais do que estupidez. 

É verdade que falar depois do jogo é sempre mais fácil e eu corro esse risco, mas não é menos verdade que depois de ver uma convocatória a todos os níveis ridícula (os mesmos critérios desajustados de sempre) e depois de ver um 11 talhado para o insucesso não era de esperar melhor fim para o primeiro jogo desta dupla jornada de qualificação. O resultado (3-3), tendo em conta as incidências do jogo, até pode parecer um mal menor, mas quando damos por nós a "festejar" um empate tardio contra esta "poderosa" selecção de Israel, está tudo dito... ao ponto a que isto chegou! O apuramento para o Mundial do Brasil está cada vez mais dependente das habituais contas, mas a verdade é que Portugal ainda não mostrou nada para merecer lá estar!


Dúvida: Como se explica que Paulo Bento tenho ignorado Varela nos seus melhores momentos de forma, fazendo dele eterno suplente do pouco inspirado Nani e agora, no momento em que o Drogba da Caparica atravessa a pior fase da sua carreira, lhe entregue a titularidade para um jogo tão importante como este tendo Pizzi, Vieirinha e Danny no banco? Há coisas que nem o seleccionador é capaz de explicar!

Segunda-feira, 18 de Março de 2013

JJ agradece e desembrulha



VITÓRIA SC vs SL BENFICA (0-4)

Ao contrário do FC Porto, o SL Benfica de Jorge Jesus soube lidar com a pressão e o esgotamento físico de um jogo a meio da semana, para cimentar ainda mais a liderança isolada do campeonato português. Depois da desgraça da época passada em que uma má gestão dos jogadores disponíveis empurrou os lisboetas para fora de todas as competições (excepção feita à Taça da Liga), Jorge Jesus vai mostrando que aprendeu com os próprios erros e faz agora uma gestão criteriosa dos seus principais atletas, sem nunca retirar competitividade e qualidade à equipa. Quando assim é, torna-se muito mais fácil atingir objectivos. 

Depois de mais uma vitória nas competições europeias que colocou o SL Benfica nos quartos de final da Europa League (é sem dúvida um dos mais fortes candidatos à vitória final), os encarnados subiram ao relvado de Guimarães cientes da possibilidade de aumentar para quatro pontos a vantagem sobre o FC Porto. Quem pensava que esse "pormenor" aumentaria a pressão sobre os jogadores enganou-se redondamente pois, mais uma vez, os comandados de Jorge Jesus entraram em campo com uma enorme disponibilidade mental e física, um jogo ofensivo de grande qualidade e uma enorme tranquilidade para saber esperar o golo, que mostra bem a forma adulta como a equipa se comporta. Não espantou por isso que o SL Benfica fosse tomando conta do jogo e "apertando" a jovem equipa do Guimarães até a massacrar com uma chuva de golos. O jogo da cidade berço, deu para golear, entusiasmar os adeptos, aumentar a vantagem sobre o segundo classificado e ainda para passear durante largos minutos, gerindo o esforço físico com a bola nos pés. Pode não ter sido uma exibição brilhante da equipa de Jorge Jesus, mas foi sem qualquer dúvida uma mostra de maturidade, profissionalismo e enorme auto-confiança. 

Depois de mais uma escorregadela azul e branca, o SL Benfica mostrou estar mais preparado para enfrentar a fase decisiva da época e respondeu com quatro golos, tendo agora tudo a seu favor para chegar ao tão desejado título. Mas atenção, além do campeonato nacional há ainda uma Taça de Portugal e uma Europa League para disputar. Esta pode muito bem ser uma época histórica para os encarnados da Luz.