terça-feira, 12 de março de 2013
quarta-feira, 6 de março de 2013
UEFA: negócio ou futebol?
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| Imagem retirada do site: www.abola.pt |
Em Old Trafford, o Manchester United FC sentiu na pele a importância e o peso que representa para a UEFA ter um dos grandes clubes espanhóis na final da Champions League. Depois do acidente da época passada que fez cair aos pés de Chelsea FC e FC Bayern Munchen os catalães e madrilenos respectivamente e, numa altura em que a equipa de Messi e companhia está com um pé fora da competição, era de um enorme prejuízo para a UEFA deixar cair também o campeão espanhol, correndo o risco de deixar Espanha sem qualquer representante nos quartos de final (Valência está praticamente eliminado e o Málaga FC em desvantagem). Pela lógica, e pelo que estava a acontecer dentro do campo, a derrota do Real Madrid CF seria mesmo o final mais previsível, mas num único segundo tudo muda e uma decisão que tem tanto de ridícula como suspeita (expulsão de Nani numa altura em que a sua equipa estava em vantagem) atirou borda fora os ingleses.
Infelizmente, este tipo de coincidências vêm-se arrastando ao longo das últimas épocas sob o olhar atento e cúmplice do senhor anti-corrupção, esse exemplo de honestidade e integridade que dá pelo nome de Platini. O negócio ainda é o negócio, pelo que a presença de um clube de classe média numa final da Champions League (como aconteceu com o FC Porto em 2004 por exemplo) não passa de uma enorme ilusão!
Na próxima semana o AC Milan que se cuide porque, afinal de contas, a final de sonho do manda-chuva francês continua a ser - ele próprio o admitiu - o Real Madrid CF vs FC Barcelona!
segunda-feira, 4 de março de 2013
Clássico(zinho)
SPORTING CP vs FC PORTO (0-0)
O FC Porto vs Sporting CP que se jogou no fim de semana não passou de um "clássicozinho", um jogo quase banal e sem grandes motivos de interesse, onde nenhuma das duas equipas fez por merecer a vitória ou por dignificar a qualidade do futebol português.
Sem João Moutinho - baixa de última hora - o FC Porto entrou em Alvalade da mesma forma que entrou em muitos dos jogos da presente temporada, ou seja, a uma velocidade de tal forma reduzida que chega a dar sono ao mais ferrenho adepto de futebol. Com uma posse de bola que teve tanto de notável como de inútil - jogando para o lado e para trás - a equipa de Vítor Pereira - não se percebe a ideia de "colar" Defour a Fernando - não só se adormeceu a si própria no jogo como manteve o Sporting CP instalado na sua zona de conforto - atrás do meio campo -, explorando o pontapé para a frente onde Wolfswinkel se envolvia numa luta desigual com os centrais portistas. Se o FC Porto tinha tudo para conquistar uma grande vitória e dar um passo importantíssimo rumo ao tri-campeonato - não são muitos as oportunidades de defrontar um Sporting CP de tão pouca qualidade -, a verdade é que deu uma enorme sapatada nas suas aspirações - apesar de depender apenas de si - e mais ainda, praticou um futebol de tão baixo nível que deixou os seus adeptos à beira de um ataque de nervos. Se João Moutinho e Mangala já seriam baixas de vulto, um varela limitado a duas velocidades - lento e parado - um Jackson estranhamente apático e longe do jogo, um Alex Sandro apagado e um Lucho sozinho a tentar segurar o meio campo, são ingredientes mais do que suficientes para um jogo de sofrimento que acabou com um resultado negativo. Não poderia ser de outra forma. Ao dragão faltou garra e atitude!
Por seu lado, o Sporting CP fez o jogo que se esperava, mantendo a sua equipa sempre atrás da linha da bola e defendendo da forma como podia, lançando de quando em vez a corrida desenfreada mas inconsequente de Wolfwinkel que sozinho no meio de dois centrais portistas não desistia de tentar fazer a diferença. Se de um lado não havia consequência do outro não havia sequer fio de jogo e não fossem as falhas de atenção dos defesas portistas a permitir as melhores chances de golo aos da casa e certamente eu teria mesmo adormecido. No meio de tudo isto, nota positiva para Jesualdo ferreira que percebeu e bem as limitações do futebol portista sem João Moutinho e fez questão de encostar o "matulão" Dier ao único construtor portista -Lucho Gonzalez - limitando e muito as suas acções. O argentino ainda deu trabalho e manteve o meio campo da sua equipa vivo mas, verdade seja dita, com 32 anos a sua força já não pode durar 90 minutos.
No final fica o registo de um clássico do mais fraco que se viu nos últimos anos, entre duas equipas que, apesar de tudo, podiam e deviam fazer muito mais!
Destaques:
Dier: O jogador inglês foi surpresa no meio campo leonino mas cedo mostrou que era o homem certo para a tarefa. Soube segurar e limitar as acções de Lucho Gonzalez e, pese embora, o argentino tenha sido o melhor dos azuis e brancos, só não foi mais perigoso porque Dier não permitiu.
Patrício: Depois da noite infeliz no Estoril e da reprimenda do treinador, o guarda redes leonino mostrou que podem e devem contar com ele. Esteve sempre atento e seguro na baliza, matando toda e qualquer oportunidade de golo portista.
Lucho Gonzalez: O capitão argentino foi a alma e o coração da equipa portista. Foi ele que segurou o meio campo, que pressionou as saídas dos leões e que tentou levar com sucesso a bola para o ataque. Esteve sempre bem marcado pelo inglês Dier mas a sua classe acabou por vir ao de cima. Infelizmente já não dura 90 minutos em ritmo elevado e a sua equipa sentiu essa quebra.
Hélton: O guarda redes brasileiro acabou por ter mais trabalho do que estava a espera mas mostrou-se sempre rápido, eficaz e seguro. Salvou o FC Porto de um amargo de boca maior por duas vezes, negando o golo a Wolfswinkel.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Crescer à pedrada
Nos últimos tempos tem-se assistido no futebol português a um fenómeno que nada prestigia o desporto em geral e muito menos o clube que acaba por ser colocado em causa por comportamentos menos próprios dos seus adeptos. Em menos de um mês, elementos da claque do SC Braga, que sinceramente até ao inicio desta "bola de neve" de maus comportamentos eu nem sequer sabia o nome, foram protagonistas em quatro episódios de violência que envergonham qualquer apaixonado pelo desporto rei e ainda mais deveriam envergonhar aqueles que estiveram envolvidos.
Depois do que todo o país viu na recepção ao Paços de Ferreira FC - obrigou mesmo a um pedido de desculpas por parte de António Salvador -, depois da forma vergonhosa como os adeptos matosinhenses foram tratados na visita do Leixões SC ao SC Braga B e depois de mais um espectáculo deprimente nas bancadas do D. Afonso Henriques - e aqui não são os de Braga os únicos culpados -, eis que hoje a comitiva do SL Benfica foi brindada com valentes pedradas no autocarro que se preparava para conduzir a equipa rumo à capital. O SC Braga tem sido um clube em tremendo crescimento, tem lutado ombro a ombro com os maiores clubes do futebol português, tem marcado constantemente presença nas principais provas da UEFA e tem, com enorme mérito, escrito o seu nome na história do futebol. É pena que alguns dos seus adeptos não saibam crescer da mesmo forma que o clube. O SC Braga merece muito mais e melhor.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Humiliació
O Real Madrid CF foi a Barcelona para em pleno Camp Nou derrotar o FC Barcelona por 1-3 e afastar a equipa da Catalunha da Taça do Rei - os catalães são os actuais detentores do título. Desde o início do jogo se percebeu que a equipa de José Mourinho estava a todos os níveis mais fortes e que este FC Barcelona é uma pequena sombra do que em tempos foi, numa prova clara de que para ganhar não basta ter os melhores do mundo dentro das quatro linhas se no banco não existir um treinado à altura.
Ao longo dos 90 minutos, a equipa da capital espanhola foi dona e senhora do jogo e, mesmo oferecendo a posse de bola aos catalães - como eles tanto gostam -, percebeu atempadamente os possíveis problemas para de forma eficaz os saber resolver. A estratégia montada por José Mourinho resultou na perfeição e deixou um lotado Camp Nou de boca aberta, espantado com o banho de bola a que se assistia no relvado. Os papeis inverteram-se e desta vez Xavi - uma nulidade no jogo -, Fabregas - sempre deslocado da sua posição -, Iniesta - escondido do jogo numa linha lateral - e Messi - onde andou o pequeno Messi? - andaram 90 minutos de olhos trocados a ver o Real Madrid pressionar alto, preencher de forma inteligente os espaços e sair a uma velocidade alucinante para o ataque - foi assim que surgiram os primeiros dois golos que resolveram a eliminatória.
É certo que o jogo era pra a taça e que no campeonato - o clássico é já daqui a 4 dias - o FC Barcelona vai destacado na frente e sem ninguém que apresente qualidade suficiente para lhe causar problemas, mas a verdade é que a equipa que era de Guardiola, passou para o seu adjunto Tito e entretanto para o adjunto do adjunto já vem dando sinais de desgaste e de quebra qualitativa e emocional há bastantes jogos e, se no campeonato vais disfarçando com vitórias mais ou menos sofridas, nas provas europeias bateu de frente num AC Milan matreiro e tacticamente adulto e o estrondo foi de tal forma que as debilidades ficaram todas à mostra. O FC Barcelona não tem plano B - já na época anterior padecia da mesma "doença" - e neste momento é de tal forma previsível que, apanhando pela frente uma equipa inteligente, adulta e de grande qualidade como o Real Madrid FC acaba por se tornar uma presa fácil.
Cristiano Ronaldo foi a principal estrela do jogo, assinando uma exibição de encher o olho, coroada com dois golos que deixaram as bancadas de Nou Camp à beira de um ataque de nervos. Quanto a José Mourinho, voltou a vergar o FC Barcelona e deixou-me com a enorme curiosidade de perceber que tipo de insultos e críticas lhe serão lançados esta semana pelos jornais da capital espanhola e por alguns do "supostos" adeptos madrilenos. Eu tenho a certeza que há pelo menos um famoso casal que - no fundo no fundo - terá desanimado um pouco com esta excelente e tranquila vitória do português!
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Europa League: Resultados (1/16 de Final)
1/16 DE FINAL
Resultados:
FK Zenit vs Liverpool FC (3-3) - 1ª mão (2-0) | 2ª mão (1-3)
FK Anzhi vs Hannover 96 (4-2) - 1ª mão (3-1) | 2ª mão (1-1)
BATE Borisov vs Fenerbahçe SK (0-1) - 1ª mão (0-0) | 2ª mão (0-1)
Levante UD vs PAE Olympiacos (4-0) - 1ª mão (3-0) | 2ª mão (1-0)
FC Dynamo Kyiv vs FC Bourdeaux (1-2) - 1ª mão (1-1) | 2ª mão (0-1)
Bayer Leverkusen vs SL Benfica (1-3) - 1ª mão (0-1) | 2ª mão (1-2)
FC Ajax vs FC Steaua Bucaresti (2-2 / 2-4 g.p.) - 1ª mão (2-0) | 2ª mão (0-2)
AC Sparta Praha vs Chelsea FC (1-2) - 1ª mão (0-1) | 2ª mão (1-1)
SCC Napoli vs FC Viktoria Plzen (0-5) - 1ª mão (0-3) | 2ª mão (0-2)
FC Internazionale vs CFR Cluj (5-0) - 1ª mão (2-0) | 2ª mão (3-0)
Newcastle UFC vs FC Metalist Kharkiv (1-0) - 1ª mão (0-0) | 2ª mão (1-0)
VFB Stuttgart vs KRC Genk (3-1) - 1ª mão (1-1) | 2ª mão (2-0)
Atlético Madrid vs FK Rubin Kazan (1-2) - 1ª mão (0-2) | 2ª mão (1-0)
FC Basel vs FC Dnipro (3-1) - 1ª mão (2-0) | 2ª mão (1-1)
Borussia M'gladbach vs Lazio SS (3-5) - 1ª mão (3-3) | 2ª mão (0-2)
Tottenham HFC vs Olympique Lyonnais (3-2) - 1ª mão (2-1) | 2ª mão (1-1)
Apurados: FK Zenit; FK Anzhi; Fenerbahçe SK; Levante UD; FC Bourdeaux; SL Benfica; FC Steaua Bucaresti; Chelsea FC; FC Viktoria Plzen; FC Internazionale; Newcastle UFC; VFB Stuttgart; FK Rubin Kazan; FC Basel; Lazio SS; Tottenham HFC;
Próxima Eliminatória: 1ª mão (7 Março) | 2ª mão (14 Março)
FC Steaua Bucaresti vs Chelsea FC
Tottenham HFC vs FC Internazionale
SL Benfica vs FC Bourdeaux
FC Viktoria Plzen vs Fenerbahçe SK
FK Anzhi vs Newcastle UFC
VFB Stuttgart vs Lazio SS
Levante UD vs FK Rubin Kazan
FC Basel vs FK Zenit
Melhores Marcadores:
1º - Edinson Cavani (SCC Napoli) - 7 golos
2ª - Rodrigo Palacio (FC Internazionale) - 5 golos
3º - Libor Kozák (Lazio SS) - 5 golos
Ferro(s) e fogo
SL BENFICA vs BAYER LEVERKUSEN (2-1)
Depois de uma vitória extremamente bem conseguida em solo alemão, o SL Benfica comandado por Jorge Jesus subiu ao relvado do Estádio da Luz "possuído" por uma onda de apatia que só não teve resultados mais nefastos porque, por um lado Cardozo fez o que fez na Alemanha - que classe - e por outro porque os alemães não foram capazes de desviar as suas oportunidades de golo dos ferros da baliza de Artur. Talvez levada pelo discurso do treinador na antevisão da partida - o que foi aquilo Jesus? - a equipa encarnada passeou no frágil relvado da Luz a uma velocidade demasiado lenta. Os primeiros 45 minutos foram jogados sem pressão alta, sem mobilidade, sem velocidade e com muitas perdas de bola - que o diga Carlos Martins. Valeram nessa fase as exibições quase soberbas de André Almeida - qual Maxi qual quê - e de Matic.
Depois de uma vitória extremamente bem conseguida em solo alemão, o SL Benfica comandado por Jorge Jesus subiu ao relvado do Estádio da Luz "possuído" por uma onda de apatia que só não teve resultados mais nefastos porque, por um lado Cardozo fez o que fez na Alemanha - que classe - e por outro porque os alemães não foram capazes de desviar as suas oportunidades de golo dos ferros da baliza de Artur. Talvez levada pelo discurso do treinador na antevisão da partida - o que foi aquilo Jesus? - a equipa encarnada passeou no frágil relvado da Luz a uma velocidade demasiado lenta. Os primeiros 45 minutos foram jogados sem pressão alta, sem mobilidade, sem velocidade e com muitas perdas de bola - que o diga Carlos Martins. Valeram nessa fase as exibições quase soberbas de André Almeida - qual Maxi qual quê - e de Matic.
Se ao intervalo o resultado era simpático para com os portugueses, nem isso alertou para o que ainda faltava jogar e a verdade é que a equipa da casa voltou a entrar desconcentrada, estranhamente lenta e sem ideias para se superiorizar aos alemães. Quando o jogo prometia começar a complicar-se Carlos Martins teve a infelicidade de se lesionar e o SL Benfica teve a felicidade de passar a jogar novamente com 11 jogadores - o médio português era um jogador a menos dentro do campo. Os encarnados passaram a contar com a irreverência e velocidade de Salvio - só para ser poupado pode fazer sentido a sua não titularidade - e pouco depois com a magia nos pés de Ola John. O holandês até estava escondido no jogo e era um dos candidatos à saída mas resolveu abrir o livro e com um pontapé certeiro fechar a eliminatória. A partir deste momento de inspiração, a equipa acalmou, passou a respirar melhor e a controlar o jogo do adversário sem sobressaltos. Os alemães abanaram com o golo sofrido e só não foram de vez ao tapete porque lhes caiu do céu o golo do empate numa fase em que não o mereciam e em que o SL Benfica já era dono e senhor do jogo. A esperança durou pouco tempo pois dois minutos bastaram para que a euforia desse lugar à distracção e Lima fizesse perfeita assistência para Matic coroar mais uma bela exibição com um golo e dizer de vez basta ao sofrimento dos benfiquistas.
Principalmente por aquilo que fez na primeira mão na Alemanha, a equipa de Jorge Jesus é uma justa vencedora desta eliminatória. Hoje o jogo não correu bem, a equipa pareceu cansada e vazia de ideias mas soube-se unir, sofrer e usufruir da ponta de sorte que nestas competições é tão fundamental. Nos Oitavos de Final segue-se o desafio com o FC Bourdeaux, que por aquilo que vai mostrando promete ser um adversário bem menos complicado do que os alemães. O SL Benfica tem tudo para carimbar a passagem aos Quartos de Final da prova.
Destaques:
Matic: O médio sérvio voltou a fazer uma exibição de encher o olho e na primeira parte foi ele quem, sozinho, segurou o meio campo encarnado e não deixou a equipa desmoronar. Inteligente na forma como se posiciona e se movimenta em campo parece estar sempre no sitio certo. Recupera bola, destrói jogo adversário e ainda tem capacidade física e técnica para sair a jogar e matar o jogo com um golo de cabeça. Pena o amarelo que o deixa fora do próximo jogo pois é, neste momento, o elemento em melhor forma na equipa de Jorge Jesus.
André Almeida: A continuar assim promete vida bem complicada para Maxi Pereira. Ao mesmo ritmo que o uruguaio vai perdendo o fulgor de outros tempos, este jovem que começou a época na equipa B vai ganhando confiança e mostrando toda a sua qualidade. O desafio não era fácil e o lateral direito ultrapassou-o com distinção. Excelente exibição a pedir continuidade.
Ola John: O holandês não estava a fazer uma grande exibição, mas quem marca um golo daqueles merece um lugar de destaque. Grande trabalho do "miúdo" que teve o condão de tranquilizar as hostes benfiquistas e levantar o estádio inteiro. É por momentos destes que vale a pena ir ao futebol. Brilhante!
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