terça-feira, 25 de setembro de 2012

Empate em Pampilhosa



FC PAMPILHOSA vs CD CINFÃES (2-2)



Na segunda jornada do campeonato nacional da segunda divisão zona centro, o CD Cinfães empatou em Pampilhosa a dois golos, num jogo em que esteve a vencer até bem perto do fim. 


Os cinfanenses bem cedo se viram em situação de desvantagem com o golo da equipa da casa, marcado por Ivan logo aos 9 minutos de jogo. Apesar da contrariedade, a equipa de Flávio das Neves soube responder e empatar a partida ainda na primeira parte por intermédio de Diogo Torres aos 37 minutos de jogo. 

Na segunda parte a turma cinfanense voltou à carga e chegou mesmo à vantagem a pouco mais de 20 minutos do final da partida, num golo obtido pelo brasileiro Wilsinho. Os atletas da casa apenas conseguiram o empate através da marcação de uma grande penalidade aos 87 minutos. Bebé foi o homem que "roubou" dois pontos ao CD Cinfães, oferecendo um ao FC Pampilhosa.

Após a segunda jornada, o CD Cinfães segue no quarto lugar com 4 pontos, a apenas 2 do líder Coimbrões. Na próxima jornada os cinfanenses recebem no Municipal Cerveira Pinto o Benfica Castelo Branco que neste momento é quinto classificado, em igualdade pontual com o CD Cinfães.    

Até que enfim



SPORTING CP vs GIL VICENTE FC (2-1)


Finalmente uma vitória. Num jogo a contar para a a quarta jornada do campeonato nacional de futebol, o Sporting CP conquistou uma vitória de raiva, arrancada a ferros já bem perto do apito final, sobre um Gil Vicente FC que apenas soube defender. Sá Pinto consegue assim a sua primeira vitória, num jogo em que apenas os leões tentaram vencer. Justíssimo triunfo dos homens de Alvalade.

O Sporting CP, que começou o jogo transfigurado tacticamente - trocando o 4-3-3 pelo 4-4-2 -, entrou em campo a todo o gás à procura de resolver bem rápido o jogo e evitar as surpresas desagradáveis que tem tido nas últimas semanas. Capel e Pranjic estiveram bem perto de marcar e oferecer a vantagem aos leões, mas o desperdício da turma de Sá Pinto mantinha o jogo empatado a zero e um enorme erro defensivo partilhado por Xandão e Cédric - esteve uns furos abaixo do que nos habituou - permitiu aos homens de Barcelos inaugurar o marcador sem que, verdade seja dita, tivessem feito alguma coisa por isso. Velhos fantasmas entraram novamente em Alvalade e a intranquilidade voltou a tomar conta dos jogadores leoninos que começaram a jogar sem cabeça, a falhar passes, a perder o sentido das movimentações e, em desespero, a rematar de qualquer forma e sem qualquer nexo. Os leões necessitavam de ser "abanados" pelo seu treinador. 

Com a equipa da casa em desvantagem ao intervalo, Sá Pinto tinha muito para falar no balneário e via-se obrigado a apostar todas as suas fichas nos segundos 45 minutos. Foi precisamente o que aconteceu. O Sporting CP voltou a entrar em campo com vontade de dar a volta a tanto azar e o treinador leonino não tardou a colocar mais um avançado em campo - Carrillo, que surpreendentemente começou o jogo no banco - e a jogar apenas com três defesas. O Sporting CP atacava com tudo e abria espaços no meio campo que podiam ter sido a "morte do artista" não fosse a equipa de Paulo Alves ter tão pouca capacidade - ou mesmo nenhuma - para atacar. O Sporting CP crescia, levava pânico à defensiva do Gil Vicente FC, criava oportunidades, mas no fim insistia em não aproveitar. Por sua vez, os homens de Barcelos recuavam cada vez mais tentando segurar uma preciosa mas injusta vantagem a todo o custo.

À entrada para os últimos quinze minutos de jogo, os adeptos do Sporting CP já se preparavam para o pior e apenas Sá Pinto - incansável a motivar os seus jogadores a partir do banco - parecia acreditar num reviravolta. O estádio tornava-se cada vez mais silencioso e o ambiente cada vez mais pesado, até que de repente, num cruzamento igual a muitos outros que o Sporting CP tinha desaproveitado, o espanhol Capel conseguiu empatar a partida. O estádio voltou a acordar, a equipa voltou a acreditar, Sá Pinto continuou a incentivar e o Sporting CP partiu para cima dos gilistas com um sufocante caudal ofensivo que pareceu incomodar os homens de Paulo Alves. Que o diga o guarda-redes Adriano, que a cinco minutos do final da partida comete o tremendo erro de sair da baliza de forma completamente desgovernada - atropelando o seu colega de equipa - para tentar responder a um cruzamento do lateral Cédric. Aproveitou o holandês Wofswinkel, que foi capaz de uma melhor leitura do lance e com facilidade fez o 2-1 com que o jogo viria a terminar. 

Resultado mais do que justo do Sporting CP que foi a única equipa com capacidade para atacar e tentar vencer. O Gil Vicente FC limitou-se a defender e quando se apanhou - sem saber bem como - a vencer nunca mais tentou incomodar Rui Patrício. A equipa de Sá Pinto merecia vencer o jogo e mostrou uma enorme "alma" e capacidade de sofrimento para o conseguir. Prémio justo para os atletas e para o treinador depois de uma semana que foi, no mínimo, complicada.  

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Golo da semana


Jackson Martinez - FC Porto



Apesar de eleger o golo de Jackson Martinez como o melhor da semana, foi-me impossível ficar indiferente a este momento:

Xistralhada



ACADÉMICA COIMBRA vs SL BENFICA (2-2)


Por muita qualidade que o futebol português possa ter, há sempre personagens que destoam e fazem questão de ser figuras maiores de um espectáculo que na verdade não é - pelo menos não deveria ser - o seu. É por isso, que quando leio numa ficha de jogo os nomes de Bruno Paixão ou Carlos Xistra - para lembrar apenas aqueles que para mim são os dois piores - tenho o pressentimento de que alguma coisa não vai correr bem. Infelizmente, é muito raro estar enganado e hoje isso voltou a acontecer. Carlos Xistra voltou a ser figura maior num jogo que tinha tudo para ser emocionante e bem disputado, mas que teve e infelicidade de o ter a ele como juiz. A conclusão a que chego é sempre a mesma: este senhor é um árbitro horrível.

Quem viu os primeiros minutos do jogo de Coimbra, esperava um passeio encarnado em terra de estudantes, mas a falta de eficácia dos atacantes da luz tratou de adiar um golo que parecia certo e que acabou por demorar muito tempo - talvez demais - a chegar. A entrada da equipa de Jorge Jesus foi muito forte, com pressão alta, mobilidade, velocidade dos alas e muita qualidade técnica. O SL Benfica poderia ter chegado aos primeiros 10 minutos de jogo a vencer já por uma diferença de golos bastante elevada, mas os postes, o guarda-redes Ricardo ou a falta de inspiração dos atletas encarnados fizeram questão de manter o jogo empatado a zero e alimentar anímicamente a equipa de Pedro Emanuel. A Académica de Coimbra foi-se organizando, segurando a bola, enervando os lisboetas e na única vez que chegou à baliza do SL Benfica conseguiu mesmo o golo e a vantagem, num lance de grande penalidade que deixa algumas dúvidas - fica-me a ideia que a falta é fora da grande área. O SL Benfica acusou o golo e, verdade seja dita, só voltou a incomodar o guarda-redes Ricardo bem perto do intervalo.

A segunda parte do jogo voltou a mostrar um SL Benfica muito forte ofensivamente, a criar muitas oportunidades e, desta vez, a chegar ao golo bem cedo num lance de penalti a castigar mão na bola de Rodrigo Galo, que acabou mesmo expulso com vermelho directo. Com uma unidade a menos o jogo parecia complicar-se para a equipa da casa que perdia a vantagem e um jogador no mesmo minuto. A verdade é que a Académica de Coimbra não baixou os braços e soube levantar a cabeça, organizar-se defensivamente, dar a condução de jogo ao SL Benfica e aproveitar os contra ataques para criar perigo junto da baliza de Artur. É precisamente num desses momentos que volta a chegar à vantagem, em mais um lance de penalti, que ao contrário do primeiro não deixou qualquer dúvida, pura e simplesmente porque não existiu penalti nenhum. Hélder Cabral inventou o lance e Carlos Xistra inventou o penalti que devolveu a vantagem aos estudantes. O SL Benfica passava agora a ter 20 minutos para fazer aquilo que não estava a conseguir fazer há 70, ou seja, dar a volta a uma Académica defensivamente muito bem organizada. 

Os últimos 20 minutos da partida foram de sentido único. O SL Benfica partiu para cima da equipa de Coimbra na tentativa de chegar o mais rápido possível ao golo do empate. A jogar com um homem a mais, a equipa de Jorge Jesus conseguia colocar com facilidade dois jogadores bem abertos nas alas para tentar desequilibrar a defensiva contrária. Sálvio, que já havia inventado o lance do primeiro golo, continuou a dar que fazer ao defesas de Pedro Emanuel, mas quando chegava a hora da verdade, os postes, um defesa, o guarda redes ou a falta de pontaria dos avançados faziam questão de manter tudo na mesma e foi apenas à bomba que o SL Benfica conseguiu empatar - primeiro golo de Lima com a camisola encarnada - já demasiado perto do minuto 90. Os encarnados ainda tentaram até ao fim chegar à vitória, mas nesta fase a equipa de Coimbra foi heróica na forma como defendeu o seu "pontinho" e os jogadores de Jorge Jesus já não tinham capacidade - física e psicológica - para mais.  

O árbitro Carlos Xistra, que acumulou erros atrás de erros durante toda a partida, teve influência directa num resultado que acaba por ser injusto para o SL Benfica. No final, os encarnados acabam penalizados por uma péssima arbitragem do juiz da Covilhã e pela enorme falta de eficácia que os seus avançados apresentaram durante quase todo o jogo.


domingo, 23 de setembro de 2012

Goleada à minhota



SC BRAGA vs RIO AVE FC (4-1)


Depois de uma terrível estreia nas competições europeias, o SC Braga não poderia desejar melhor jogo para fazer as pazes com a sorte, com os resultados e, acima de tudo, com os seus próprios adeptos. O jogo em casa com o Rio Ave FC foi demasiado fácil e saboroso o suficiente para fazer os sorrisos bracarenses abrirem nas bancadas. A equipa de Peseiro entrou em campo debaixo do olhar desconfiado dos adeptos, mas saiu debaixo de aplausos e elogios.

Depois daquilo que tinha sido o filme do jogo com o Cluj - de terror obviamente - pedia-se ao SC Braga uma entrada forte no jogo e um ataque bem mais eficaz do que a meio da semana. Na verdade, nos primeiros 45 minutos nada disso aconteceu e a primeira parte foi mesmo um jogo feio, mal disputado e com poucos motivos de interesse. O SC Braga não era capaz de ligar as suas jogadas e o Rio Ave FC nem sequer parecia ter interesse em atacar. Quando assim é, resta pedir com todas as forças a chegada do intervalo com a maior brevidade possível. O golo de Éder, que se estreou a marcar na liga, foi mesmo o único momento de qualidade no relvado do Axa durante os penosos 45 minutos do primeiro tempo.

Se a primeira parte foi fraca e parca em emoção, o intervalo mudou tudo. A equipa vila condense que nada tinha feito até então consegue chegar ao golo logo no reinicio - minuto 53 - por intermédio de Edimar, num monumental frango do guarda redes Beto. Com a segunda parte a começar e o jogo empatado, esperava-se um Rio Ave FC mais atrevido e um SC Braga a dar tudo por tudo para não voltar a desiludir. O jogo tinha tudo para melhorar.

A equipa de José Peseira não acusou o golo do adversário e mal deu tempo aos homens de Nuno Espírito Santo para festejar o empate, pois apenas dez minutos depois voltava a estar na frente do marcador com um golo de Rúben Amorim. O SC Braga ganhava mais força e confiança e o Rio Ave FC voltou a cair num futebol medíocre que apresentou durante toda a primeira parte. Desorganizou-se, desmoralizou e até aos 90 minutos limitou-se a lutar para não perder por muitos, não espantando por isso que o SC Braga voltasse ao golo aos 70 e aos 75 minutos por Éder e Custódio respectivamente. Nos últimos 15 minutos e a jogar com menos um jogador - Nivaldo foi expulso no lance de penalti que deu o quarto golo do SC Braga -, o Rio Ave FC apenas se livrou de maior humilhação porque José Peseiro fez a sua equipa "descansar" com a bola nos pés. O jogo estava ganho, as pazes com os adeptos estavam feitas e o SC Braga regressa às vitórias e aos lugares de pódio da liga portuguesa.


Show colombiano



 FC PORTO vs SC BEIRA-MAR (4-0)

Pouco tempo depois de Vítor Pereira ter alertado os seus jogadores para os perigos da  ressaca europeia - a época passada foi rica nesse fenómeno -, os jogadores do FC Porto acusaram o toque e fizeram questão de mostrar que o treinador português não tinha com que se preocupar. Os portistas dominaram do início ao fim, marcaram quatro golos e ainda tiveram tempo para brindar os quase 30.000 espectadores presentes no estádio com longos períodos de muito bom futebol.

Com James Rodriguez a orquestrar a partir da posição 10 que tanto reclamou, os dragões fizeram "gato sapato" da defesa aveirense desde o apito inicial do árbitro Manuel Mota. Durante largos minutos, o guarda redes Rui Rego foi adiando o inevitável golo do FC Porto, mas ao minuto 32, o colombiano Jackson Martinez decidiu redimir-se do incrível golo falhado a meio da semana e inaugurou o marcador num lance maravilhoso, que as palavras são curtas para descrever - ver aqui. Se até essa altura, o SC Beira-Mar ainda tentava dar um ar da sua graça com um ou outro contra ataque e com alguns lances de bola parada, a partir da obra de arte do avançado portista a presença amarela na área azul começou a ser cada vez mais rara. O FC Porto cresceu ainda mais e acabou com o jogo seis minutos depois por intermédio de Varela. A partir daqui deu para tudo. Foi possível jogar bonito, gerir o cansaço de um jogo europeu a meio da semana, dar minutos a jovens jogadores menos utilizados, chegar a expressivos 4-0 e abandonar o relvado debaixo de uma enorme salva de palmas. 

Se na primeira parte o "10" colombiano tinha desempenhado um papel fundamental no bom futebol da equipa portista - foram dele as assistências para os golos de Jackson e Varela -, na segunda parte a história não mudou e James Rodriguez fez questão de mostrar ao que vinha apenas dois minutos depois de a bola ter recomeçado a rolar no relvado do Dragão, marcando o terceiro golo da turma de Vítor Pereira. O resultado já tinha contornos de goleada e a exibição já enchia as medidas dos adeptos mais exigentes. Faltava apenas a entrada de Iturbe para que a loucura na bancada fosse total e, desta vez, até o "mini Messi" do dragão fez questão de entrar a todo o gás no jogo e marcar pontos nas escolhas do treinador portista. Pouco tempo depois, Maicon fechou a goleada em 4-0 e o FC Porto geriu o jogo e o esforço até ao apito final. Quanto ao SC Beira-Mar, basta dizer que Hélton fez a sua primeira e única defesa aos 69 minutos e isso diz tudo sobre a forma como Ulisses Morais montou a sua estratégia para enfentar os dragões.

No final, vitória justíssima do FC Porto, num jogo em que James Rodriguez foi, sem dúvida, o melhor em campo. Nota ainda para mais uma excelente exibição do belga Defour e para o golo de Jackson Martinez, um sério candidato a golo do ano. 

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Aviso



Devido a problemas informáticos o blog tem estado, nesta última semana, a funcionar a "meio gás"!  A partir de amanhã tudo voltará ao normal.

Desculpem alguma falha que tenha existido - ausência dos comentários e resultados da Europa League por exemplo. 

Fernando Resende